Hoje competi no primeiro dia da Metropolitan Regatta, na pista de Eton. No local onde se realizaram os Campeonatos do Mundo de 2006 e onde serão os Jogos Olimpicos de 2012 Os ingleses chama-lhe Dorney Lake.
Começando pela pista, é simples e um espectáculo. Tudo verde à volta, canal de aquecimento com duas pistas e tudo o resto que uma pista de categoria mundial tem! Este ano usaram largadas por sinais luminosos. Em cada pista há uma caixa com duas luzes, uma vermelha e outra verde. E pelo que me disseram, não existia o ano passado. Foi uma novidade para mim e para o resto da equipa.
Competimos na primeira eliminatória de M8+ Intermidiate 2. Eram 7 equipas, entre as quais Molesey e Cambridge. Houve ainda outras 2 eliminatórias de 7 equipas. Apenas se qualificavam as primeiras duas para a final A. Sabiamos à partida que era uma prova dificil e ainda por cima a eliminatória parecia ser a mais dificil. Também era a primeira vez que competiamos em IM2. Na regata de Twickenham e na HORR competimos em IM3, categoria abaixo da IM2.
Esteve um dia de céu limpo mas com vento - contra por sinal. Na largada estava bastante mareta e mais parecia estarmos no mar (ou no Tejo). Sabiamos que teriamos de realizar uma prova muito boa para passar, mas achámos que era bem possível.
Fizemos as tres primeiras remadas da largada bem controladas e penso termos ficado um pouco para trás (isto sem ter olhado para o lado). A equipa á nossa esquerda (Univ. Bristol na pista 7) largou que nem um foguete, nunca mais os vi. Mas passadas 10 remadas já estavamos com o resto do grupo. Normalmente fazemos uma largada de 45 segundos, mas hoje a timoneira não contou o tempo e chamou pelo ritmo mais cedo. Pareceu-me que ainda iamos em largada, mas obedeci. Baixamos para umas 35/36 rpm, como combinado. O ritmo (voga) começou a baixar gradualmente até chegarmos às 34. O vento dificultava as coisas e a afinação dos remos pareceu-nos um pouco pesada. Ainda antes dos 1000m os braços estavam pesados e doridos. O ritmo baicou para as 32, embora eu tentasse sempre lançar as mãos o mais rápido possivel. Mas parecia pedra. Mesmo assim aos 1000m só levavamos cerca de 1 barco de atraso para os lideres. Iamos em 5º. Para o resto da prova não conseguimos recuperar mais tempo e só nos últimos 500, com menos vento conseguimos soltar mais um pouco. No final, a Univ Bristol vencia e Cambridge não sabia se tinha aguentado a investida de outra equipa. Nós terminavamos a 2 a 3 barcos de Cambridge.
Não foi a nossa regata mais brilhante, o que nos deixou confiante para amanhã. Sabemos onde podemos e temos de melhorar. Amanhã seremos uma equipa mais experiente. De referir que 2 remadores faziam a sua primeira regata em pista. O Jimmy (Australiano) só começou a remar este ano (mas é forte). Outro só tinha remado na Universidade e era a primeira prova de 2km num 8+. Não são desculpas, mas sim dizer que é uma equipa com potencial e bastante rápida para a experiência que temos!
As duas equipas que venceram a nossa eliminatória dominaram por completo a final, deixando nos satisfeitos de ter perdido mas com os melhores. Se tivessemos ido á final talvez não ficassemos muito mal. E a 2ª classificada na terceira eliminatória apenas fez menos 1seg que nós. Fizemos 6:50 de manhã, o que mostra o vento que estava. Pensamos ser capazes de fazer abaixo de 6:10 (no minimo) porque já derrotamos (e bem) equipas que fizeram 6:20. Claro que os tempos são sempre relativos, mas...
Amanhã só haverão 2 eliminatórias e passam os 3 primeiros. Em principio estaremos nos favoritos (pelas nossas contas) a passsar. Pensamos conseguir remar melhor e os tempos de hoje assim o indicam. Mas nunca se sabe como remaram e como podem melhorar as outras equipas. Mas vai ser interessante. Espero é não estar (mais) vento.
maio 30, 2009
Metropolitan Regatta - 1º dia
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setembro 21, 2008
Uma pista para os outros...
Foi ontem anunciado que teremos o Campeonato da Europa de Remo em Montemor-o-Velho em 2010. A Federação Portuguesa de Remo concorreu com pouco mais que uma piscina com 2500m de comprimento, uma torre de chegada, uma torre de largada, uns pontões de largada, umas dezenas de bóias e muita poeira.
Se termos uma prova deste gabarito me deixa feliz e interessado. Também me deixa triste, surpreso e ofendido.
Não acho correcto candidatarmo-nos com uma pista destas a uma prova internacional. Acho uma autêntica vergonha apresentar aos outros países uma pista destas, como a única do país, para uma prova daqui a 2 anos. Está claro que há um projecto e prespectivas de uma pista de nível A daqui a 2 anos, pois ainda não o é! Mas irmos até á Assembleia Geral da FISA dizer que fizemos um buraco com 2500m há quase 8 anos, que nessses 8 anos não fomos capazes de a melhorar e que em 2 anos a vamos tornar excelente, não é propriamente algo nos devemos orgulhar.
Já se deram os parabéns. Mas temos de admitir que não é assim que se fazem as coisas. Não é assim que queremos tornar um país em algo que nos queremos orgulhar. Primeiro constrói-se, apresenta-se com orgulho e depois ganha-se. Nós apresentamos, ganhamos e depois é que construimos.
Outra conclusão a que cheguei rapidamente é que vamos ter uma pista de nível A, mas não é para nós. Não é para os portugueses. Não é para os remadores e clubes nacionais. Não é para desenvolver o desporto em Portugal. É para inglês ver. É para organizar provas internacionais. É para ficar bem. Se acham o contrário como explicam os últimos 8 anos? Se a pista fosse para nós então já teriam construido e melhorado a pista. Não se pedia uma pista para uns Jogos Olimpicos, mas umas bóias e uns balneários.
Esta conclusão também é facilmente comprovada por outro facto. A pista só foi construida porque tinhamos de organizar a Coupe. É verdade. Se não houvesse Coupe, será que haveria pista?
E nós, quem treina, quem sua, quem perde e ganha regatas... andamos a reboque. Vamos ter melhores condições porque calha. Nós vamos ter uma pista como deve ser por efeito secundário.
Isto anda tudo trocado. A FPR tem que conseguir primeiro arrumar e fazer crescer o remo em Portugal, cá dentro, antes de querer ganhar lá fora. Não se constroem as paredes, pinta-se a fachada, convida-se para a festa e só quando vêm os convidados é que mobilamos a casa.
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agosto 07, 2008
Ficamos a espera...
Futura pista de Montemor-o-Velho quer rivalizar com a dos Jogos Olímpicos
Pequim, 06 Ago (Lusa) - O complexo de canoagem e remo de Pequim2008 é uma referência internacional para as modalidades, mas o futuro projecto de Montemor-o-Velho está também apostado em rivalizar com um dos ex-libris destes Jogos Olímpicos.
“A pista de Montemor-o-Velho vai reunir condições para receber europeus, mundiais e até uns Jogos Olímpicos. Pode ser um pólo de atracção mundial para competições e estágios”, disse à Agência Lusa o presidente da Federação Portuguesa de Canoagem.
O projecto, orçado em cerca de 13 milhões de euros, envolve a construção de um canal de retorno e balizagem na pista de 2,100 quilómetros, bem como edifícios de apoio que englobam um hangar, ginásio e edifício administrativo, bem como uma bancada amovível e os acessos ao complexo e à água.
Um restaurante, posto médico, uma ciclovia e condições para transmissão televisiva também serão uma realidade, tal como uma pista para atletismo, neste caso para aceder às necessidades do triatlo.
Mário Santos lembra que o projecto “está geograficamente perto do núcleo duro da canoagem e remo internacionais, que é a Europa, e apto a ser usado todo o ano, algo fundamental para qualquer desporto que queira evoluir”.
“Não vai ter os luxos da de Pequim, mas estou certo que vai constituir um pólo de atracção internacional, conforme reconheceu há duas semanas o director técnico da federação internacional de canoagem”, conclui, referindo ainda que “em termos de qualidade da água e sustentabilidade ambiental vai ser melhor que a pista de Pequim”.
José Santos, Director Técnico Nacional de remo, está de acordo com a federação internacional (FISA), que considera que a infra-estrutura “vai ser uma das melhores do mundo, com todas as valências necessárias”.
“O projecto está excelente e agora todos esperamos que esteja concluído em breve para que as modalidades possam evoluir com melhores condições de trabalho”, concluiu.
O complexo de Shunyi é uma moderna e ampla infra-estrutura apta a receber provas de canoagem e remo, bem como de slalom, com uma pista artificial: entre muitas mais-valias, destaca-se um complexo com quartos, várias e amplas zonas administrativas, 27.000 lugares de bancada e acessibilidades à água.
in: Futura pista de Montemor-o-Velho quer rivalizar com a dos Jogos Olímpicos (Lusa.pt)
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