No inicio de Maio fomos pela primeira vez a Eton, a pista de remo da zona de Londres e onde irão decorrer as regatas dos Jogos Olimpicos de 2012. Também foi nesta pista que decorreram os Campeonatos do Mundo de 2006. Soubemos praticamente da regata no dia anterior, por coincidência ao telefonar para um amigo. Depois descobrimos que podia haver boleia e no dia seguinte lá fomos.
A pista é realmente um espectáculo. Não é para fazer aquela conversa do emigra que aqui é que é. Realmente não podemos comparar uma pista onde já decorreu um Campeonato do Mundo e num clima bastante mais chuvoso. Para começar a pista não tem praticamente nada à volta, só enormes relvados e uma Boat House na ponta da chegada. O desnivel da agua com o nível dos relvados é muito menor que por exemplo em Montemor. Talvez seja mais progressivo. Mas à chegada parecia um enorme relvado com um piscina de 2km.
O dia estava bom, com bastante sol. E as provas estavam divididas em vários escalões de Senior. Pelo que sei (até aqui) por cá existem 4 níveis de seniores, conosante a experiência. Quantos mais anos de remo maior é o nosso nível. Claro que por vezes pode haver uma super-estrela que ganha tudo (p.ex no skiff), mas no geral torna as provas mais competitivas. Este aspecto notou-se, porque todas as provas eram muito bem disputadas até ao fim. Impressionante como em todas as provas, as tripulações vinham perto umas das outras. Claro que por cá existem milhares de remadores e é possivel esta divisão. Em Portugal, com a quantidade de remadores, seria inutil.
O melhor é ficarem com umas fotos.
Segunda-feira, 19 de Maio de 2008
Wallingford Regatta's
Domingo, 4 de Maio de 2008
Domingo, 20 de Abril de 2008
Recuperar a forma fisica
Quando decidi (ou decidimos) vir para Londres, a vida tornou-se um pouco mais agitada. A Rita veio primeiro, no inicio de Janeiro, e eu cerca de 1 mês depois. Primeiro isso significada deixar de competir e representar o Ferroviário e começar a pensar em remar num clube Londrino. Depois ficar "sozinho" em Lisboa a arrumar as tralhas e a "desfazer" a casa. Estas duas situações levaram-me a diminuir o ritmo de treino, quando estava a entrar numa forma fisica que já me começava a satisfazer. Os UT2 já eram abaixo dos 1:52 e mesmo 1:51 e o 2k já iriam para a casa dos 6:30 sem qualquer dúvida. Esse mês em Lisboa viu a forma fisica a começar a perder consistência.
Quando cheguei a Londres começou a procura de trabalho e ambientalização. Não tinha um clube para treinar e a solução era o ginásio. A casa onde vivemos ainda é longe do ginásio da Rita e o transporte de comboio e a pé demora uns 25/30min. O que por vezes nos deixa em casa preguiçosos. Mas treinava talvez 5x por semana, embora como não tinha objectivo o rigor não era tanto. Também dava umas corridas perto de casa.
Nestes 2meses o treino não foi inexistente, mas baixar o ritmo e perder rigor em cumprir os treinos baixou a forma fisica consideravelmente. A Rita, que é Personal Trainer, diz-me que a resistência aeróbica é a primeira a perder-se quando não treinamos, e que a resistência muscular ou a força muscular demora mais tempo. A verdade é que no fim destes 2 meses confesso que fazer um UT2 a 2:00 já não era fácil.
Agora começei a trabalhar à 1 mês e o horário é apertado (das 8h as 18h) para conseguir ir até ao ginásio com regularidade. Acordo as 6h e ao ginásio chego sempre pelas 19h (quando chego), imaginam o quanto apetece ainda ir treinar para chegar a casa e ir direito para a caminha!
A verdade é que pela localização da casa é complicado poder remar num clube por cá, pois durante a semana com o horário de trabalho é impossivel ir treinar a um clube e no fim de semana conseguir estar as 7h ou 8h no clube também é complicado. Por isso optei por esperar por Setembro para ver se consigo estarei noutra casa e se conseguirei remar na próxima época. Entretanto a possibilidade de competir no Nacional de Verão manteve-se e como atleta é sempre um objectivo que nos ajuda a motivar para treinar com mais afinco.
Portanto já começei a minha recuperação fisica, embora não treine todos os dias. Sei que falta pouco tempo mas gosto de remar e de ir até Montemor. Os UT2 começam a melhorar e já vou na casa dos 1:57. Acho que se continuar assim poderei recomeçar a caminhada para uma boa forma fisica (talvez para começar a próxima época) e sentir-me bem com os watts que apareçem num perfil de 2k!!!
Outra coisa que a Rita diz, como profissinal do Fitness, é que o nosso corpo ou as nossas células têm memória. Ou seja, que se já tivemos uma forma fisica as células e o nosso corpo recuperam depressa, pois já "sabem" como é! O mesmo quando não treinamos durante muito tempo, torna-se dificil retomar pois o nosso corpo não "sabe" como é. Este último exemplo aplica-se a periodos de alguns anos claro. Por isso espero que o meu corpo se lembre dos 1:52 no UT2 e volte rápido, pois os watts sabiam bem!!!
Domingo, 30 de Março de 2008
Domingo, 23 de Março de 2008
Head of the River Race - o treino
Primeiro que tudo peço desculpa de não ter deixado nada escrito sobre esta regata, mas a doença atacou-me e esta semana de trabalho foi algo cansativa. Mas relembrando...
Na sexta feira à tarde estava combinado ir ter ao Quintin BC para um treino com a equipa Sueca-Holandesa-Portuguesa. O nome do clube sueco que iriamos representar é Molndals. Cheguei pelas 15h15, hora combinada, mas ainda não havia suecos. Apenas dois clubes de remo com bastantes barcos de todos os formatos, sempre com uns amarelos à mistura. Na entrada do clube estavam uns alemães a afinar um 8+ Empacher. Logo ao começo se viu que esta regata tem o seu "Quê" de internacional. Mais um pouco de espera, vendo uns barcos passar e visitando o hangar dos barcos, e chegam os suecos "Estevao??", claro que sim!!! Chegaram 4 suecos, até tinham ar de duros, um deles tinha quase 2m, mas devia ter uns 40 anos... mas nada de especial, pois não tava à espera de nada! Uns dedos de conversa, apresentações e vamos ver o barco. Um yanousek para ligeiros, mas não tinha ar de estar todo desfeito. Fiquei a saber que o 5º sueco chegaria de noite e nesse dia iriamos remar com 3 holandeses.
Ligamos aos holandeses e eles estavam à procura do Hostal, mas como era em Hammersmith era ali perto. Passado um tempo voltámos a ligar e dali a 15minutos estariam ali no clube. Entretanto tinha chegado a timoneira, uma remadora com uns 65kg, que remava na equipa feminina da universidade "Imperial". Sabia da coisa, vinha bem preparada e fez logo algumas perguntas pertinentes.
Passados os 15min ficámos a perceber que eram "15min holandeses", pois estava demorado. Mais uma chamada e estavam meio perdidos. Depois foram parar ao clube do lado. Voltaram par trás e estavam do outro lado do rio. .... nunca mais chegavam. Passado um bocado lá os orientámos e chegaram ao clube. Tinham talvez 1,90m e tinha 20 e poucos anos. Remavam no Viddar (ou parecido), que vim a saber e um deles (pelo menos) já tinha estagiado na Figueira e em Montemor.
Todos prontos e vamos para a àgua, o que queriamos. Eu iria remar à proa, nada que me surpreendesse, pois os suecos estavam a colocar-nos nos buracos. A única dúvida, com tanta misturada, era saber se iriamos andar aos tombos ou iria correr minimamente bem. Também porque os suecos não eram experts em 8+, remavam mais em 4 e 2, e quando conseguiam faziam o 8+. Diga-se de passagem que a água estava gélida!!! Até doia.
A esta altura já eram mais 8+ a passar, embora ainda não fossem 18h.
Começamos por remar em direcção à chegada, pois a largada era em frente ao nosso clube. 4 a 4, braços, tronco e braços, 1/4 slide, 1/slide e comprido. A timoneira a coordenar, pois sabia da coisa. Que bom ter um timoneiro com autoridade e que assuma o comando!
Quando acabou o 4 a 4 passámos a remar a 8 e passadas umas remadas percebi que iria ser um treino porreiro, pelo menos todos pareciam saber da coisa e o barco ia minimamente equilibrado para podermos fazer um bom treino.
Surpreendentemente o Yanousek de ligeiros ia a deslizar e parecia não parar no ataque ou ir aos solavancos. A sensação não era má. Ainda por cima porque iamos contra a corrente. O que nem sempre é bom... com um barco a deslizar minimamente, suavemente e com água quase espelhada... a vontade de remar começava a voltar! Não é bom porque remar implica mais esforço (não só financeiro) nos horários e deslocações. Por enquanto a ideia é estabilizar em Londres, no trabalho, e depois ver se posso remar e treinar decentemente.
A timoneira ia continuando a comandar e a apresentar nos o rio, e os locais que iriamos passar amanhã, assim como mais ou menos as distâncias e o que iria fazer nesses locais. "Barnes bridge, aqui temos +/- 2min de prova"... "aqui o rio alarga e temos de atacar"... "Hammersmith bridge, vai estar aqui muita gente"...
Quando demos a volta, já era quase noite e a timoneira tinha colocado uma luzinha na proa, que eu teria de ligar. Pisca pisca ligado e aí vamos. A ideia era fazer 3x20 remadas, primeiro começar a 24rpm, depois na segunda 28rpm e por fim 32rpm, o ritmo de prova. Correu bem e parecia vir a ser uma prova engraçada. Por fim, fizemos umas largadas. Mas as largadas são em movimento, ou seja, iriamos a remar normal e começavamos a aumentar o ritmo, e quando faltassem umas 5 remadas para a largada deveriamos estar no ritmo de prova, talvez um pouco mais alto. Assim o fizemos. Seria menos uma dificuldade, pois acertar os comprimentos e velocidades de largada poderia complicar.
Chegámos ao final do treino, tirar o barco e banho. Chegámos ao bar do clube, antes do balneário e paramos ali. Estava eu, 3 holandeses e uns 2/3 suecos. Um dos holandeses perguntou ao sueco "queres falar do treino, dizer alguma coisa?", claro que sim! Falámos um pouco e a ideia que ficou é que estavamos a precipitar o ataque e virar as pás muito em cima. Realmente sim, por vezes não conseguia atingir o comprimento total e quando a timoneira dizia para virar as pás mais cedo o ataque saia mais equilibrado. As minhas alturas estavam boas, só baixas se não virasse a pá. Alguns dos suecos maiores diziam que estavam baixo, pois compreende-se, a média de pesos era acima de 80kg de certeza.
Pareciamos todos satisfeitos com o primeiro treino juntos. Agora faltava saber se o sueco que faltava, iriamos remar só com 2 holandeses, se iria integrar bem. No dia seguinte teriamos de lá estar às 8h, para entrar na água as 8h45. Teriamos de estar alinhados as 9h30, lá o que isso quissesse dizer. Amanhã seria interessante...
Entretanto era noite escura e passavam luzinhas pelo rio... 8+ a fazer os seus treinos...
Segunda-feira, 17 de Março de 2008
Head of the River Race
Peço desculpa de ainda não ter dito nada sobre esta prova, mas estive doente ontem. Entretanto a prova foi simplesmente espectacular. Imaginem 420 barcos (8+) dentro de água!! Logo à tarde deixo o testamento.
Ficam as fotos da minha tripulação:
Bigblade-photos
Ficámos em 194º entre 420.











